quarta-feira, 4 de março de 2009
Andradas de Porto Alegre
Desamarrados e errantes, os calçados retirantes sentem vento rasteiro e cortante, tão distantes e ingênuos, invisíveis aos ilustres, aos lustrados, só vão depressa com um sorriso rasgado de dedo a dedo, sob o sol do dia frio, pela rua que leva à praia, andrando, andrando, igual a criança com pressa, temendo perder, no rio, o abano do sol, que começa...
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